Eis o homem em sua ignorância de si mesmo; ele não sabe como apreciar seu Criador, pois não sabe avaliar sua criação.
Se consideramos sua forma, sua constituição, a evolução de sua admirável estrutura, seus membros, sua disposição, seu papel e sua dependência, as funções graças às quais o corpo se nutre, os tubos e órgãos da digestão assim como as diferentes transmutações pelas quais ela passa; e se consideramos igualmente como os alimentos são digeridos, transportados e istribuídos em todo o corpo pelas passagens mais complexas e imperceptíveis, como o aspecto animal do homem é assim renovado e, com uma incrível mobilidade e destreza, como tudo trabalha em cada uma de suas partes para que elas se nutram; e se, para terminar, consideramos como a razão é instalada nesse aspecto animal como em sua própria casa, digo então que se apenas gastasse um pouco de tempo para considerar essa espantosa fábrica e tudo que a alimenta e fortifica, o homem certamente teria um sentimento mais respeitoso do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, bem como do dever que disso decorre para ele, o homem.
E se ele tivesse conhecimento de sua própria alma, se suas nobres faculdades, de sua união com o corpo, de sua natureza e suas finalidades, dos modos providenciais pelos quais toda a estrutura de sua humanidade é preservada, ele admiraria e adoraria seu Deus, que é grande e bom.
Mas o homem está colocado em grande contradição consigo mesmo, por sua própria culpa; ele não é assim por constituição, mas por corrupção."
William Penn (1644-1718)
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